Ácaros são o novo pesticida?

Nesse cenário, a mpresa israelense BioBee diz ter desenvolvido um método secreto e patenteado
 
Uma empresa de agrotecnologia israelense está usando o poder dos ácaros predadores para ajudar os agricultores a combater as infestações nas plantações. Phytoseiulus persimilis, um minúsculo aracnídeo, tem sido usado há muito tempo como uma alternativa natural aos pesticidas, devido ao seu apetite particular pelo ácaro vermelho, um veneno de horticultores e fruticultores que se alimenta de folhas de plantas, matando rapidamente plantações inteiras.
 
Persimilis tem vários benefícios para os agricultores sobre o uso de pesticidas: o produto é mais saudável para consumir, os regulamentos de uso são muito mais simples do que quando se trata de venenos e, ao contrário dos pesticidas, os ácaros vermelhos não podem criar imunidade contra eles. Mas o crescimento do minúsculo terminador tem sido difícil e caro, deixando a viabilidade da solução em questão.
 
Nesse cenário, a mpresa israelense BioBee diz ter desenvolvido um método secreto e patenteado de cultivo de persimilis em massa no laboratório. Para fazer isso, ele conseguiu criar uma alternativa alimentar proprietária para suas presas que os persimilis vão comer, mantendo seu apetite pelos ácaros vermelhos quando estes estiverem disponíveis. A empresa promete que seus novos métodos de produção significam um suprimento inesgotável de ácaros caçadores para agricultores em Israel e em todo o mundo – um exército de assassinos vorazes que atacam destruidores de plantações, deixando as próprias plantas ilesas. Mas o que fazer com as hordas de persimilis depois que as pragas originais são eliminadas? Isso não deve ser um problema. Uma vez que os ácaros caçadores ficam sem presas, eles saem ou morrem. 

 

ÁRVORE-DA-PATACA - ( Dillenia indica )

 

ÁRVORE-DA-PATACA - ( Dillenia indica )


NOME CIENTÍFICO: Dillenia indica.


NOME POPULAR: Dilênia, árvore-da-pataca, maçã-de-elefante, árvore-do-dinheiro, bolsa-de-pastor, flor-de-abril, fruta-cofre, Elephant Apple.     

   

Curiosidade: No caso da Dillenia as extremidades da flor se fecham sobre a mesma para formação do fruto, sendo assim, qualquer objeto que ficar preso à flor, ficará dentro do fruto. Diz a lenda que D. Pedro colocou várias moedas (patacas) nas flores, depois, quando o fruto estava formado, mandou para Portugal com o seguinte recado: “Nesta terra o dinheiro nasce até nas árvores”.  As patacas foram as moedas que circularam no Brasil de 1695 a 1834.

                                                                             

FAMÍLIA: Dilleniaceae.

 

CICLO DE VIDA: Perene.

 

ORIGEM: Ásia Tropical - Índia.

 

PORTE: 8 metros de altura.

FOLHAS: Espetacular folhagem, com nervuras bem definidas, lembram uma saia plissada, medem até 30 cm e tem coloração verde claro.


ÁRVORE-DA-PATACA - ( Dillenia indica ) - Detalhe da folha (Página superior)

 

ÁRVORE-DA-PATACA - ( Dillenia indica )Detalhe da folha (Página Inferior)
 
 
ÁRVORE-DA-PATACA - ( Dillenia indica )

FLORES: Solitárias, surgem nas extremidades dos galhos, são perfumadas,  tem cor branca, com  5 pétalas e muitos estames amarelos.

ÁRVORE-DA-PATACA - ( Dillenia indica ) - Detalhe da flor

FRUTOS: Uma cápsula globosa, com polpa gelatinosa com muitas sementes.

ÁRVORE-DA-PATACA - ( Dillenia indica ) - Detalhe do fruto

 Nota:  Os frutos não são comestíveis in natura, na Índia são preparados na forma de doce, e quando verde são cozidos para o preparo de picles. As sépalas produzem um suco perfumado, utilizado como tempero de carnes e sopas. No  Brasil os frutos não são aproveitados.


TRONCO
: Seu caule é reto, de coloração pardo claro, tem grande copa. A madeira tem cerne bem compacto e resistente, utilizado para construção naval.

ÁRVORE-DA-PATACA - ( Dillenia indica ) - Detalhe do tronco

LUMINOSIDADE: Sol pleno.

ÁGUA: Aprecia solo bastante úmido, portanto não descuidar das regas.

CLIMA: Quente e úmido.

PODA: Não necessária, apenas para condução.

CULTIVO: Em solo fértil, argiloso.

UTILIZAÇÃO: É uma planta bastante ornamental, mas não deve ser plantada em áreas de circulação de pessoas e carros, pois seus frutos quando caírem poderá causar algum dano.


PROPAGAÇÃO: Por sementes.

PLANTA MEDICINAL: É utilizado para cura de diversos sintomas.

PREÇO: No Jardim Botânico do Rio de Janeiro a muda pode ser encontrada por R$ 3,00.

ÁRVORE-DA-PATACA - ( Dillenia indica )

 

Certificação de adjuvantes trará qualidade e segurança

 

 

Agregam efeitos espalhante, umectante, penetrante e outros
 

Uma das pautas que ganhou força na edição deste ano da Agrishow foi a importância da criação de uma certificação de qualidade para os adjuvantes. O pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Hamilton Ramos, afirma que já houve avanços nos últimos anos, como a criação do programa “Adjuvantes da Pulverização”, do qual ele é o coordenador. 

 

Para ele é importante que sejam feitos novos investimentos em pesquisas para aumentar o conhecimento do agronegócio em relação aos efeitos de adjuvantes. “Ao contrário do que ocorre na indústria de agroquímicos ou defensivos agrícolas, cujos insumos são alvo de rigorosas etapas de pesquisas para registro e fiscalização, adjuvantes agrícolas produzidos no Brasil não passam pela regulação oficial. Essa brecha legal abre espaço para uso incorreto e inseguro de defensivos agrícolas e também de adjuvantes”, resume Ramos.

O pesquisador explica que adjuvantes constituem produtos adicionados à calda dos defensivos agrícolas no momento da pulverização. “Adjuvantes têm por função agregar efeitos espalhante, umectante, penetrante e outros. Produtos de baixa qualidade e funcionalidade não comprovada podem causar ‘deriva’ e trazem problemas ambientais, agronômicos e à saúde do trabalhador rural.”

 

Ramos ressalta ainda que, no final do ano passado, o programa Adjuvantes da Pulverização lançou um selo específico para certificar a funcionalidade estampada nos rótulos desses produtos. O Selo IAC para Adjuvantes Agrícolas já foi obtido por 14 empresas do setor.

“Defendemos que critérios e métodos empregados na avaliação da funcionalidade de adjuvantes agrícolas sejam discutidos com fabricantes, pesquisadores e usuários dos produtos, no âmbito de câmaras técnicas como a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). O objetivo é desenvolver um conjunto de normas que respaldem um Sistema Oficial de Certificação, mas este processo leva tempo”, argumenta ele.

 

Outro avanço para o setor de adjuvantes, destaca o pesquisador, foi a criação do primeiro “túnel de vento” totalmente brasileiro, que foi desenvolvido pela equipe do programa Adjuvantes da Pulverização. “O túnel de vento avalia com precisão e custo acessível a interferência dos adjuvantes na ‘deriva’ de agroquímicos, como herbicidas, fungicidas, inseticidas e acaricidas”, garante ele.

Sem fins lucrativos, o programa Adjuvantes da Pulverização é financiado com recursos privados e está instalado nas dependências do Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP.CI

 

Todos os tratores T6 Methane Power vem com sistema de telemetria se série, permitindo controle total durante as operações.

 

Cultivar BRS Noçoquém: Principais características e

recomendações básicas para plantio no Amazonas 

 

Brasil cria a sua primeira cultivar de capim Brachiaria ruziziensis

A nova cultivar é indicada para uso em sistema ILPF

 

O programa de melhoramento genético de forrageiras conduzido pela Embrapa desenvolveu a primeira cultivar de Urochloa ruziziensis ou Brachiaria ruziziensis, como o capim era denominado cientificamente (leia explicação no quadro abaixo). Essa cultivar foi desenvolvida para as condições de solo e clima no Brasil e recebeu o nome de BRS Integra por se destinar aos sistemas de integração lavoura, pecuária e florestas (ILPF).

 

Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Leite Fausto Souza Sobrinho, que conduziu os estudos, comparada à cultivar atualmente disponível no mercado (cv. Kennedy) a BRS Integra apresenta maior produção de forragem na entressafra, quando o capim está solteiro na área. “Esse diferencial, no período de seca, torna a cultivar mais indicada para a ILPF, podendo contribuir com o aumento de produtividade desses sistemas”, explica Souza Sobrinho.

Antes da BRS Integra, a cv. Kennedy era a cultivar de ruziziensis existente no mercado de sementes forrageiras. O problema é que ela não foi desenvolvida especificamente para as condições edafoclimáticas (solo e clima) brasileiras. Para o pesquisador, apesar de possuir boa adaptação às diferentes condições ambientais do País, a cultivar Kennedy apresenta menor produção de forragem se comparada a cultivares de outras espécies de braquiária como a brizantha ou a decumbens. “Isso acontece principalmente no inverno, durante a entressafra das lavouras, quando nos sistemas integrados de cultivo, as forrageiras se encontram sozinhas na área ou acompanhadas apenas pelo componente florestal”, explica Souza Sobrinho.

Ao manter a produtividade alta no inverno, a BRS Integra pode ser aproveitada tanto como forragem para alimentação do gado na entressafra, quanto como palhada para o próximo plantio das lavouras.O cientista explica ainda que, embora a brizantha e a decumbens possuam maior área cultivada no País, a ruziziensis vem aumentando seu espaço com o incremento da ILPF. “A espécie tem sido muito utilizada nesses sistemas devido à sua melhor adaptação à sobressemeadura em relação às demais. O também pesquisador da Embrapa Alexandre Brighenti aponta outra vantagem. “A ruziziensis é mais sensível a herbicidas, demandando doses mais baixas na dessecação pré-semeadura de cultivos em sistemas de plantio direto.” Além disso, a produção de sementes da espécie é uniforme, pois só floresce uma vez por ano, tornando o seu controle mais fácil.

O novo nome da Brachiaria: Urochloa

Originária da África, ela possui boa adaptabilidade a solos de baixa fertilidade e a diferentes climas e latitudes, além de apresentar agressividade na competição com plantas daninhas e proporcionar bom desempenho animal. Essas qualidades fizeram do gênero braquiária quase um sinônimo de pastagem. Cultivada em regiões tropicais, a gramínea possui uma centena de espécies. Além da ruziziensis, outras bastante conhecidas e utilizadas no Brasil são decumbens, brizantha e humidicola.

De um total 180 milhões de hectares de pastagens no País, 80% pertencem ao gênero Brachiaria. Ou pertenciam. Recentemente, os cientistas reclassificaram quase todas as braquiárias para o gênero Urochloa. A reclassificação segue critérios taxonômicos (normas de classificação) cuja função é organizar vegetais e animais, facilitando o estudo e a identificação dos organismos vivos. Dessa forma, cada planta ou animal ganha nome (gênero) e sobrenome (espécie), mas mudanças podem ocorrer para facilitar o trabalho dos cientistas.

 

Foi o que aconteceu com a Brachiaria. No entanto, por questões legais, desde a última reclassificação taxinômica, a nomenclatura científica para o “capim braquiária” passa a ser “Urochloa (sinonímia, Brachiaria)” ou “Brachiaria (sinonímia, Urochloa)”. A sorte é que, para o produtor, nada muda e a “brachiaria” pode continuar sendo chamada de braquiária, como fizemos nesta reportagem. O mesmo serve para as expressões idiomáticas e ninguém precisa “vazar na urochloa” se quiser sair rapidamente de algum lugar. “Vazar na braquiária” ainda é uma forma válida de se retirar.

Recomendações da Embrapa para o cultivo da BRS Integra

Composta por plantas vigorosas, de porte médio, com altura entre 80 cm a 110 cm, a BRS Integra possui boa capacidade de cobertura do solo e o crescimento tende a ser ereto. Suas folhas possuem o terço final arqueado e medem em média 25 cm (comprimento) e 1,5 cm (largura). A planta apresenta colmos finos e alta taxa de perfilhamento tanto basal como axilar (perfilhos aéreos). No campo experimental da Embrapa Gado de Leite, em Coronel Pacheco (MG), o florescimento ocorre nos meses de fevereiro e março e a maturação das sementes, em abril e maio. Comparativamente à cv. Kennedy, a produção de forragem total e palhada da nova cultivar no outono/inverno (período seco em boa parte do País) é maior. Indicada para o Bioma Mata Atlântica, a BRS Integra se adapta a solos de média a alta fertilidade, podendo ser cultivada desde o nível do mar até 1.800 metros de altitude.

Os pesquisadores recomendam evitar o plantio em áreas de várzeas úmidas ou sujeitas a alagamentos. Se a semeadura for exclusiva, ou seja, para a formação do pasto, o solo deve ser preparado de forma convencional, efetuando-se arações e gradagens, conforme a necessidade e condição do terreno. Na semeadura, é necessária atenção especial no controle de plantas daninhas para não comprometer o estabelecimento e a longevidade da pastagem. No caso de plantios consorciados, nos sistemas integrados de cultivo, a semeadura poderá ser realizada concomitantemente às lavouras. Outra forma é realizar o plantio, com um atraso de alguns dias em relação à lavoura, a fim de evitar ou reduzir a competição inicial com ela e, ainda, por meio da sobressemeadura próxima à colheita da lavoura.

- Calagem – deve ser realizada com antecedência mínima de 60 dias em relação à data prevista para a semeadura, com base nos resultados da análise de solo, visando alcançar 50% de saturação por bases, utilizando-se de calcário dolomítico, nas condições de baixo teor de Mg+2 aplicado antes da aração do solo, aumentando assim, a eficiência na correção da acidez.

- Adubação de estabelecimento ou de plantio – precisa ser baseada nos resultados da análise de solo. Nas condições tropicais, os maiores limitantes em relação à fertilidade do solo estão relacionados aos baixos teores de fósforo e à acidez dos solos. Sendo assim, recomenda-se apenas a aplicação de adubação fosfatada, na base de 100 kg/ha de P2O5, distribuídos no fundo dos sulcos, ou a lanço. A aplicação do potássio deverá ser realizada quando o teor de potássio trocável no solo for inferior a 50 mg/dm3, numa dose de 80 a 100 kg/ha de cloreto de potássio (KCl).

 

- Adubação de manutenção/cobertura – deve ser realizada 60 dias após a semeadura, sendo recomendada a aplicação de 200 kg de N e K2O e 50 kg de P2O5 por hectare/ano, fracionadas em três aplicações iguais, (início, meio e fim da época chuvosa). O adubo fosfatado poderá ser aplicado de uma única vez no início da estação chuvosa. As adubações devem ser realizadas ao longo da estação das águas, quando as condições de umidade do solo forem favoráveis.

- Semeadura - A semeadura pode ser realizada tanto com máquinas quanto a lanço, utilizando sementes de alta qualidade entre dois a dez quilos/ha de sementes puras viáveis. Quando o propósito é a semeadura direta, visando apenas a produção de palhada, normalmente recomenda-se menores quantidades de sementes. Semeaduras à lanço requerem maiores quantidades de sementes, que devem ser aumentadas quando o objetivo for a formação e o estabelecimento rápido de uma pastagem.

- Cigarrinhas-das-pastagens – A BRS Integra é suscetível às cigarrinhas-das-pastagens, assim como a cv. Kennedy.

O desenvolvimento da BRS Integra

O fato de só haver uma cultivar de ruziziensis disponível no mercado de sementes, sem informações detalhadas sobre seu potencial forrageiro, dificultava a expansão da área cultivada. “Associado ao aumento crescente da área cultivada com ruziziensis, o problema levou a Embrapa a pesquisar novas cultivares capazes de atender a demanda da pecuária brasileira”, conta Souza Sobrinho. Segundo ele, o desenvolvimento da espécie primou pela obtenção de cultivares de alta produtividade e boa qualidade da forragem. A possibilidade do uso em sistemas de ILPF, que se expandiram na última década, traçou o caminho do desenvolvimento da BRS Integra.

“O programa de melhoramento teve como estratégia a seleção recorrente fenotípica, que se baseia em ciclos de avaliação, identificação e seleção dos melhores indivíduos e sua recombinação para obtenção de novas populações melhoradas, ou seja, com frequências mais elevadas dos alelos desejáveis”, explica o pesquisador. A existência de variabilidade genética entre progênies ou plantas de ruziziensis para todas as características avaliadas, observada nos primeiros ciclos, tem impulsionado o programa de melhoramento genético da espécie e mostrado a possibilidade de seleção de genótipos superiores.

Ao fim do terceiro ciclo de seleção foram obtidas 14 populações melhoradas para avaliações posteriores. Esses grupos foram identificados basicamente pela superioridade em relação à produtividade e à qualidade da forragem. A população denominada "REC 2" se destacou nas avaliações posteriores, incluindo os ensaios para determinação do valor de cultivo e uso (VCU) sob corte, realizados entre os anos de 2013 e 2016. O material genético também foi testado sob pastejo seguindo as normas de VCU do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nos anos de 2016 a 2018. Nesses ensaios de pastejo, a população "REC 2" mostrou-se semelhante à cultivar comercial (Kennedy) tanto em produtividade de forragem como em desempenho animal.

 

Semelhanças entre as duas cultivares também foram verificadas em ensaios comparativos da produtividade de leite de vacas mestiças. Nesse caso, embora a produtividade animal tenha sido semelhante, a BRS Integra confirmou os resultados obtidos nos ensaios de VCU sob corte, produzindo maiores quantidades de forragem e de folhas e menores quantidades de material morto na época seca do ano, além de apresentar melhor relação entre folhas e caules na maior parte do ano, comparado à Kennedy.

A população "REC 2", após confirmada sua superioridade nos ensaios de VCU, foi registrada no MAPA como nova cultivar sob o número 40794, em 29/04/2019, sendo denominada de U. ruziziensis “BRS Integra”. Essa nova cultivar recebeu, junto ao MAPA, certificado de proteção de cultivares número 20210042 em 21/01/2021.

* com informações da Embrapa

 

Carne de búfalo tem 50% menos gordura que bovina

Resultado pode contribuir para ampliar o mercado de produtos bubalinos no país
 

Estudos desenvolvidos por duas unidades de pesquisa da Embrapa no Rio Grande do Sul, Pecuária Sul e Clima Temperado, estão mostrando que a carne de búfalo é quase 50% mais magra do que a bovina. Foram analisadas as qualidades físico-químicas das carnes de 50 animais da raça Murrah, que, com a Mediterrânea, integra a lista das mais utilizadas por criadores de búfalos no Brasil.

 

Preliminarmente, os estudos demonstram que a média de gordura da carne bubalina é de apenas 1,29%, enquanto a da bovina de alimentados a pasto é de 2,25%. Esse resultado pode contribuir para ampliar e diversificar o mercado de produtos bubalinos no País, hoje muito mais focado no leite, cujo crescimento é superior a 20% ao ano.

Os estudos revelaram também que o rendimento de carcaça dos bubalinos é semelhante ao dos bovinos (47,7%). A pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul Élen Nalério explica que desde 2016 estão sendo avaliadas carcaças de animais abatidos com 27 meses. As amostras de carne coletadas vêm sendo examinadas no laboratório de Ciência e Tecnologia de Carnes da Embrapa Pecuária Sul.

Segundo ela, os níveis de colesterol estão em fase de avaliação. “Estamos otimistas com os dados preliminares, que se apresentam bem positivos. Nosso intuito é, ao fim, fazer uma qualificação nutricional das carnes de búfalos, o que pode ser um atrativo a mais para o consumidor que busca alimentos com baixos teores de gordura”, afirma.

Já no quesito maciez, que se baseia em testes de cisalhamento da fibra muscular, a carne não foi considerada muito macia. “Esse dado provavelmente se deve à idade avançada dos animais, que possuíam mais de 27 meses. Acreditamos que, em se tratando de novilhos, com cerca de 18 meses, a maciez seria maior, o que iremos avaliar também”, completa.

 

Seleção e melhoramento

 trabalho realizado na Região Sul faz parte de um projeto intitulado “Análises genéticas para a seleção de búfalos (Bubalus bubalis) para leite e carne”, liderado pela Embrapa Amazônia Oriental (PA). Além da análise sensorial e físico-química da carne, a pesquisa também busca auxiliar o produtor a melhorar a genética dos animais por meio de seleção.

Entre as principais características buscadas estão, por enquanto, aquelas ligadas ao crescimento. Também está sendo realizada a avaliação genética de carcaças por meio de ultrassom para viabilizar a seleção de animais melhoradores.

No caso do leite, o melhoramento leva em conta dados de produção e avaliações da qualidade do produto. As coletas são realizadas pela Embrapa Clima Temperado a cada 28 dias, desde 2012, com o propósito de analisar a composição química do leite (gordura, proteína, lactose, sólidos totais); efetuar a contagem das células somáticas (CCS) e a contagem-padrão em placas; avaliar a instabilidade do leite pelo teste do álcool; a acidez, pelo método de Dornic; e a densidade.

Na segunda fase do projeto, as avaliações apontaram melhora no peso do leite, com aumento dos níveis de gordura. A quantidade variou de 5% a 6%, em comparação a 3% no leite de vaca. A gordura do leite, além de apresentar características importantes à alimentação, também tem papel relevante na indústria.

Números do rebanho

Segundo dados de 2017 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Rio Grande do Sul possui um rebanho bubalino em torno de 58 mil cabeças, em comparação aos 13,2 milhões de bovinos criados no estado. De acordo com os dados, no Brasil há mais de 1,3 milhão de búfalos e mais de 217 milhões de bovinos. O estado do Pará concentra o maior rebanho de bubalinos, com mais de 500 mil cabeças.

 

Preço do lete chega ser o dobro do de vaca

Em relação à produção, a média anual obtida por búfala gira em torno de cinco litros por dia, para uma ordenha diária, e em oito litros diários para duas ordenhas. Apesar de inferior à produção bovina, de 15 litros por dia em média, o leite de búfala é mais bem remunerado - o preço pago pela indústria pode chegar ao dobro do preço do leite de vaca - e seus derivados têm maior valor agregado.

Além disso, o leite de búfala também rende mais no processamento. "Em comparação ao leite bovino, apresenta um rendimento superior que pode chegar a 50%, principalmente na elaboração de queijos, como o muçarela", explica a pesquisadora da Embrapa Clima Temperado Maria Cecilia Damé, responsável pelo trabalho.

Os resultados também vêm mostrando uma melhora na qualidade do leite, à medida que problemas são identificados e sanados. É o caso da instabilidade ao teste do álcool, que ocorre por problemas nutricionais e mastite, geralmente em função de ordenhadeira mal regulada.

Em termos de composição, os níveis de proteína do leite de búfala vão de 4% a 4,4%; de lactose, de 4% a 5%; e de sólidos totais, de 16% a 17%. Essas informações, tanto da produção e qualidade do leite quanto da carne, estão abastecendo um banco de dados que, após avaliação, permitirá identificar os animais de linhagens mais produtivas para corte e para leite.

 

O principal problema identificado em relação à sanidade do rebanho é a alta mortalidade dos terneiros, que chega a 20% devido a parasitas gastrointestinais. O controle, segundo a pesquisadora Maria Cecilia, deve ser feito com aplicação de antiparasitários, baseado em exames mensais de fezes.

Entra bubalino e sai bovino

No Brasil, há ainda um grande problema: a falta de identificação da carne de búfalo, que geralmente não é comercializada com rótulo de carne bubalina. “No abatedouro, muitos dos animais entram búfalos e saem bovinos, com algumas raras exceções. Ou seja, muita gente já comeu carne de búfalo, achando que é de bovino. Essa falta de definição fragiliza a cadeia, não proporcionando pagamento justo por qualidade, que poderia ser bonificada ao produtor e aproveitada pelos consumidores”, aponta Nalério.

No Rio Grande do Sul, onde o consumo de carnes é bem significativo, grande parte dos produtores de búfalos vê boas perspectivas para o mercado da carne bubalina. “O búfalo caminha em direção ao leite no Brasil. Porém, no Rio Grande do Sul se fez um esforço para o consumo de carne. Só que isso exige um mercado forte”, analisa Delfino Beck Barbosa, ex-presidente da Associação Sulina de Criadores de Búfalos (Ascribu).

* com informações da Embrapa Pecuária Sul

 

Cada Bordalesa: utilidades e preparo

 

Calda Bordalesa

 
 
 

Calda Sulfocálcica

 
 

Adaf discute Plano de ação para recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos

Autarquia iniciou tratativas com entidades do setor para desenvolver soluções em conjunto A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) deu início às discussões acerca da elaboração de um Plano de Ação Integrado para intensificar o recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos, e realizar logística reversa no âmbito da comercialização de defensivos agrícolas e armazenamento desse tipo de produto no Amazonas. Técnicos da Adaf se reuniram no dia 19 com representantes da Associação dos Revendedores de Agrotóxicos do Amazonas (Aram), do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea) para tratar do assunto. A proposta é que o grupo composto por representantes destas e outras entidades desenvolva o plano de maneira conjunta.


Durante o encontro, foram pontuados alguns dos desafios a serem enfrentados pelo grupo para a implementação de boas práticas, entre elas, a realização da lavagem correta das embalagens vazias de defensivos, a capacitação dos produtores e as distâncias enfrentadas pelos agricultores dos municípios amazonenses para a entrega voluntária dos recipientes.


O fiscal agropecuário engenheiro agrônomo da Adaf, Michaell dos Santos, explica que um dos gargalos da cadeia de agrotóxicos é a devolução de embalagens vazias de produtos. “Essa convergência de esforços é justamente para contribuir com a mudança desse quadro. A ideia é que a gente possa somar os esforços, tanto da defesa agropecuária, quanto do serviço de aprendizagem rural através do Senar/Faea, e também da extensão rural. A proposta é a otimização de recursos para que possamos mudar esse quadro de devolução de embalagens vazias, aumentar a quantidade de embalagens devolvidas, juntamente com a Aram, que tem a proposta de recolhimento de embalagens vazias e embalagens com resíduos de agrotóxicos”, detalhou.


O diretor-presidente da Adaf, Alexandre Araújo, ressalta a relevância da logística reversa. “Entendemos que essa ação do recolhimento de embalagens vazias faz parte da educação sanitária promovida pelos servidores da Adaf, não só pelo compromisso com a legislação, mas também para resguardar a saúde pública e evitar que as embalagens sejam utilizadas de forma indevida”, destaca.

 

 Veja a hierarquização de pragas de maior risco

Lista com 83 pragas consideradas como de maior risco fitossanitário para o Brasil foi definida pelo MAPA

 

Uma lista com 83 pragas consideradas como de maior risco fitossanitário para o Brasil foi definida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), como resultado de um processo de sistematização e hierarquização coordenado pelo Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária.  

 

A listagem foi obtida por meio da aplicação do método Analytic Hierarchy Process (AHP), realizada em parceria com o Comitê Gestor do Portfólio de Sanidade Vegetal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com o objetivo de subsidiar a priorização das análises das demandas de registro de produtos e tecnologias de controle de pragas, assim como de identificar os temas fitossanitários prioritários com vistas ao direcionamento dos esforços institucionais de regulação e pesquisa, no âmbito federal.

As pragas foram avaliadas e ranqueadas com base em critérios e respectivos pesos e indicadores, definidos por grupo de especialistas composto por representantes do Mapa, Embrapa, Órgãos Estaduais de Defesa Agropecuária, Anvisa, Ibama, Anater e das Sociedades Brasileiras de Controle de Plantas Daninhas, Entomologia, Fitopatologia e Nematologia. 

 

A partir da análise estatística dos resultados obtidos, foi possível classificá-las em três categorias de risco: muito alto, alto e médio. A relação de pragas definida para cada um dos diferentes grupos de risco foi estruturada considerando-se a impossibilidade de se realizar uma distinção entre o nível de importância ou maior risco de um determinado organismo com relação ao outro.

“A relação de pragas hierarquizadas de maior risco fitossanitário materializa o retrato atual dos principais problemas fitossanitários que afligem os produtores nacionais”, destaca a coordenadora-geral de Proteção de Plantas, Graciane de Castro. Segundo ela, devido à complexidade de fatores envolvidos, os resultados não devem ser considerados como um ranking único, sem o devido aprofundamento com relação aos diferentes critérios específicos e seus respectivos pesos e correlações.

 

Além da priorização dos processos de registro de agrotóxicos e afins, o resultado deste trabalho será utilizado como subsídio à tomadas de decisão particularizadas em função dos diferentes objetivos institucionais envolvidos tais como a revisão dos atuais programas oficiais de prevenção e controle de pragas, a atualização dos parâmetros fitossanitários relativos aos padrões de qualidade de sementes e mudas e o realinhamento com relação às prioridades de pesquisa científica. 

A publicação sobre a prioridade dos registros de agrotóxicos se fará por meio de ato normativo da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) nos próximos dias.

Lista com a hierarquização das pragas de maior risco fitossanitário do Brasil:

MUITO ALTO

Amaranthus palmeri

Bemisia tabaci

Xanthomonas citri

Ralstonia solanacearum raça 2

Candidatus Liberibacter asiaticus

Schizotetranychus hindustanicus

Ceratitis capitata

Bactrocera carambolae

Helicoverpa armigera

Spodoptera frugiperda

Tetranychus urticae

Botrytis cinerea

Xanthomonas campestris pv. viticola

ALTO

Raphanus sativus

Sclerotinia sclerotiorum

Anastrepha fraterculus

Oryza sativa

Tuta absoluta

Pyricularia oryzae

Costalimaita ferruginea vulgata

Oncideres impluviata

Anastrepha obliqua

Lasiodiplodia theobromae

Myzus persicae

Anastrepha grandis

Commelina benghalensis

Brevipalpus phoenicis

Sporisorium scitamineum

Euphorbia heterophylla

Meloidogyne incognita

Eleusine indica

Echinochloa crus-galli

Frankliniella schultzei

Sida santaremnensis

Liriomysa huidobrensis

Gyropsylla spegazziniana

Cenchrus echinatus

Sternochetus mangiferae

Gonipterus scutellatus

Lolium perene ssp. multiflorum

Senna occidentalis

Fusarium graminearum

Polyphagotarsonemus latus

Diabrotica speciosa

Phyllosticta citricarpa

Rhopalosiphum padi

Digitaria insularis

Neonectria ditissima

Atta ou Acromyrmex

Diaphorina citri

Digitaria horizontalis

Pseudocercospora fijiensis

Hypothenemus hampei

Euschistus heros

Ceratocystis paradoxa

Phakopsora pachyrhizi

Leptopharsa heveae

MÉDIO

Empoasca kraemeri

Fusarium oxysporum f. sp. cubense

Cosmopolites sordidus

Leucoptera coffeella

Hedypathes betulinus

Tecoma stans

Dalbulus maidis

Anthonomus tomentosus

Dichelops melacanthus

Hemileia vastatrix

Erinnyis ello

Glycaspis brimblecombei

Fusicladium effusum

Plasmopara viticola

Anthonomus grandis

Aceria guerreronis

Pyrenophora teres

Mycosphaerella musicola

Phaeosphaeria maydis

Sphenophorus levis

Moniliophthora perniciosa

Blumeria graminis f. sp. tritici

Puccinia triticina

Aceria litchii

Peronospora sparsa

Ramularia areola

MAPA*

 

Primeiro trator movido a biometano no mundo é colocado à

venda

Cinco unidades do T6 já estão prontas no Brasil, com expectativa de aumento na produção nos próximos meses

 

Por Ananda Muller - Correspondente Portal Agrolink

Lançado no Brasil em fevereiro, o T6 Methane Power da New Holland já está pronto para  estrear nas propriedades  agronegócio brasileiro. O primeiro trator movido a biometano do mundo foi colocado oficialmente à  venda na Agrishow, e nesta manhã aguardava o fechamento do primeiro negócio - já bastante adiantado. Cinco unidades do T6 já estão prontas no Brasil, com expectativa de aumento na produção nos próximos meses.

 

O custo do trator é cerca de 40% maior do que uma máquina similar movida a diesel. Além disso, é preciso levar em conta a necessidade de instalação de todo o ecossistema necessário para o uso do equipamento, com uma unidade digestora e outra purificadora de biometano. Contudo, o fabricante garante que em cinco anos já é possível recuperar o investimento no trator, a partir do retorno na economia com diesel. 

 

O T6 vem na esteira da agricultura sustentável, buscando a redução no consumo dos combustíveis fosseis e na emissão de gases prejudiciais ao meio ambiente. Ele é voltado aos produtores de bovinos, suínos e cana de açúcar, mas a empresa garante que é possível adaptar o sistema para uso em outros tipos de cultura, como o trigo. A expectativa, nos próximos anos, é de que pelo menos 5% a 7% do mercado de tratores seja abraçado pelo uso de combustíveis como o biogás.

 

A New Holland ainda reforça que a eficiência e performance do T6 é idêntica a de outros tratores semelhantes. O sistema operacional, na ausência do biometano, também funciona a partir da substituição pelo gás veicular GNV.

Todos os tratores T6 Methane Power vem com sistema de telemetria se série, permitindo controle total durante as operações.

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